Trocas - Mariana

Agora foi Mariana que recebeu a tarefa de trocar coisas. Ela não demorou a me devolver o pacote, mas demorou um pouco para escrever no bloquinho. Ela, antes de me entregar, pediu um tempinho por não haver escrito. Esperei, já que só aceitaria com a tarefa totalmente cumprida. Ela ficou escrevendo e eu fui dar uma volta, para que não fosse estranho e, também, porque gosto da surpresa de investigar, na intimidade de casa, o que aconteceu com a bolsa. Ainda fui advertido por ela, que disse: “Não sei se posso fazer isso, vc vai ficar chateado?” . Respondi que ela podia fazer o que quisesse, que sabia de minhas instruções mas eu não iria interferir se ela quisesse subverter o protocolo. Em casa, finalmente, li: “Eu não consegui retirar nada, uma coleção de pequenos objetos precisa de todos os objetos. Dou-lhe um pequeno objeto de fácil ampliação, porque a percepção é assim, mas não tão fácil”. Nossa! Fiquei surpreso por achar que ela iria bagunçar a minha proposta, me deixar desorientado, e me preparei para o "pior". Foi uma espécie de atitude de respeito, achei interessante. Dispor dos itens que coloquei na bolsa foi um exercício de desprendimento, pois entre eles há elementos com que já havia criado uma intimidade, uma afetividade. A Mariana sentiu isso e resolveu deixar os objetos intocados.

No entanto, deixou para mim uma janela de slide com um desenho em transparência, que pode ser ampliado num projetor. É um desenho dela mesma, se não me engano, creio que já o tinha visto, em parte. Foi feito com gotas de tinta verde pingadas e, depois de secas, contornadas com algumas linhas de caneta preta. Figuras de bichos, máquinas, planetas, aparecem nesse processo de desenho. Ela imprimiu no acetato e posso vê-lo no tamanho que quiser, bastando ampliar no projetor.

Trocas - Natalya

Natalya foi o próximo passo. Ela já sabia, também, de meu trabalho itinerante, estava querendo muito participar, o quanto antes, pois estava de partida para outro país, foi morar lá pra procurar trabalho, estudar mais, viajar. Apressei a rotatividade da bolsa para que não fosse embora sem fazer uma troca. “Um pequeno objeto aparentemente sem função, com uma estampa atraente trocado por outro objeto cuja funcionalidade irá ser descoberta – tem a ver com meu trabalho – deixo um pouco do meu processo”. Ela, então, foi quem deixou a pista maior do que teria levado, pois todos os outros participantes não deixaram explícita a troca. Eu tive, até agora, que conferir tudo que habitava a bolsa para saber o que tinha sido levado. Foi isso: ela levou-me o paralelepípedo estampado, anteriormente deixado pelo Joapa. Novamente algo durou pouco tempo na bolsa. Ela gosta de estamparia e moda, isso é algo a ser considerado para entender sua eleição. No lugar disso, encontrei, também rapidamente, uma chapa estranha metálica, que também descobri ser um ímã. Ou pelo menos uma chapa imantada. Seria essa a funcionalidade que eu descobriria? Ela costuma desmontar circuitos de computadores velhos para utilizar-se de peças em seu trabalho como artista. Generosa, me permite participar, de certa forma, do universo que pesquisa: o dos objetos obsoletos que são desprezados pelo capitalismo que especula e induz o consumo deixando seus próprios produtos perderem a validade rapidamente.

Já percebi que, em alguns casos, o fato do participante ser artisa influencia bastante na dinâmica do trabalho. É algo a ser pensado: quero condicionar a rota que a bolsa segue, tentando variar o elenco de pessoas, de acordo com profissões, cursos que faz, contextos de trabalho e de escola, vizinhos? Bem, algo que está claro desde o início, é que eu escolheria pessoas que fazem parte de minha rotina, que eu veria pelo menos uma vez por semana. Isso para que eu não ficasse um mês esperando que minha mãe, por exemplo, que mora em outra cidade, me devolvesse a bolsa. Então é com os artistas com que convivo que acabo trabalhando. Creio que vou variar de local por um momento. Vou procurar meus conhecidos de outros contextos para ver o que acontece com o trabalho. Nas férias será ótimo, estarei em uma situação diferente, devo viajar, vai ser interessante.

Trocas - Cícero

Agora foi Cícero quem levou a bolsa. Fiquei pensando em como ele receberia minha proposta, pois já tínhamos conversado a respeito. Também é um artista e nossas preocupações formais são bastante parecidas, conceituais também: o universo da miniatura, da costura, agulha, linha, etc. Foi uma feliz surpresa descobrir seu trabalho, um encontro mesmo. Enquanto eu desenhava minhas linhas e agulhas, e costurava, ele fazia dedais de cerâmica. Só nos descobrimos nesse contexto há pouco tempo. Pensamos inclusive em trabalhar juntos em algum projeto.

Já havíamos conversado a respeito do trabalho que estava elaborando, mostrei a ele vários itens que tinha comprado no mercado, falei mais ou menos para quê eram. Mas, creio que felizmente, ele não se lembrava da dinâmica dessa bolsa. Fiquei atento, imaginando se a escolha dele seria “óbvia”, o que Agnes relatou evitar. Falando nela, foi exatamente o objeto dela que Cícero escolheu! Pela primeira vez a bolsa começa a mostrar como seu raciocínio não é linear. O presente de Agnes a mim morou por pouco tempo na bolsa. Um item tão festivo precisava respirar outro ar, encantar alguém para que, seduzido, desejasse e possuísse aquele emaranhado de arame com chapas vazadas, tão sonoro. Diz Cícero: Escambo de seis por meia dúzia... espelho por ouro de tolo”. Se o quesito for a redundância, obviedade, como não queria Agnes, aqui creio que há o contrário. Ele recolheu um objeto que não me surpreende ter escolhido, algo com que ele mesmo trabalha, o fio de cobre. Para mim deixou uma miniatura daquelas grandes vasilhas que armazenam leite, de cobre, fazendo par com a frigideira que tinha adquirido no mercado e que ainda se encontra com meus outros itens. Cícero não teve medo da obviedade, assumiu isso em sua justificativa e, pra deslocar um pouco, depositou o item dentro do recipiente onde ficam as conchas que Carol me deu.

Trocas - Joapa e Glauber

O próximo da lista é o Joapa, ele pegou a bolsa e viajou no fim de semana, só o encontrei alguns dias depois, mas ele foi bem pontual, não demorou a entregar-me o pacote. Antes de me devolver, esclareceu que o Glauber também havia feito uma troca.

Já virou praxe esperar para chegar em casa para conferir o resultado do último trajeto. Fiz o mesmo, portanto. Primeiro li o que os meninos escreveram. Joapa: “Minha troca é provocativa. Ambições de ganhar ou trapacear de alguma forma neste jogo que você inventou. Trocando peças, também me aproprio de suas memórias, por outras minhas”. Logo lembrei-me de quando ele pediu para que eu esclarecesse as regras desse trabalho, antes de levá-lo. Ele realmente encarou a proposta como um jogo, de regras e subversões. Fiquei tentando adivinhar qual era, então, a troca. Ele teria recolhido mais de um objeto? Uma quantidade tão precisa, quarenta, que já me fazia pensar em simbologias do número quatro, estaria agora deficitária?

Deixo de lado conjeturas pra ver o que Glauber me trouxe: uma máscara do estilo Zorro, logo reconheci que ele utilizou-se dela em alguma festa à fantasia, de que também participei. Ele diz, no papel: “Objetos voyeuristas. Escondem o observador e desnudam o observado. Troca fetiche”. Duas palavras importantes: voyeurismo e fetiche, aplicadas à sedução e também ao ato de colecionar. Realmente já li que o colecionador se incumbe de tarefas de coletar e guardar objetos tomando aquilo como o ato sexual: ver a coleção alheia é um ato de voyerurismo, com certeza, e o fetiche ainda é mais presente, quem exibe sua coleção o faz com um prazer narcisista de estar certo de que aquilo o pertence, e não ao outro.

É partindo desse ponto que começo a enxergar a subversão a “minhas” regras: existem ainda dois itens não catalogados no percurso de minha coleção. Um colar feito de contas de sementes vermelhas, ouvi dizer que de falso pau-brasil, e um paralelepípedo de madeira, coberto por um papel estampado preto e branco, meio amarelado pelo tempo. Desenhos de arabescos, muito bonito. Já que o Glauber escreveu “objetos”, concluo que foi ele o autor dessa oferenda, também por ser vermelho e ter uma relação maior com sua proposta. A máscara eu já sabia ser dele por tê-la visto na festa. Ótimo, estamos quase resolvidos. Só preciso ainda entender que trapaça seria essa e começo a conferir o conteúdo de minha bolsa. Já sei que faltam três itens, primeira empreitada contra o pré-estabelecido por mim. Vejo em seguida que falta a agulha curva. Tudo bem, vou à lista e descubro faltarem: a canequinha esmaltada e a joaninha, além da agulha (apesar de a rolha de cortiça que protegia sua ponta afiada estar lá ainda) e a pena de cisne. Saldo: foram embora quatro objetos, em troca de três. Ponho a culpa, claro, toda no Joapa, que me intrigou com essa história de regras. Ele é esperto, averiguou o fundo falso que construí e onde depositei a pena, meu retrato e a tesoura sem fio.

Fui lá conferir e encontrei a agulha! Afinal, foi conferindo o fundo falso que percebi faltar a pena. Gostei da sofisticação de sua “trapaça”: recolheu dois itens, sem ter sido permitido, mas me fez acreditar que foram três, ao desconectar a agulha da rolha. Causou realmente um rebuliço, mudou o número de objetos ao transformar a cortiça e agulha, que se encontravam juntos (portanto sendo sendo um volume e considerados um item), em dois objetos separados. Agora não tenho mais “uma agulha curva, bem grossa, parecida com essas de cirurgiões. Para que ninguém se machuque ao manusear a bolsa, protegi sua ponta com uma rolha de cortiça”, como descrevi no início, e sim uma agulha curva e uma rolha de cortiça. Cresceu a aura do pedaço de cortiça que tinha uma presença mais funcional. Cresceu também o perigo do pessoal se espetar ao manusear os pertences dessa bolsa. Talvez demore um pouco a ser descoberta, afinal, vou deixá-la onde encontrei, no fundo falso.

Trocas - Agnes

“Minha troca foi afetiva. Algo manufaturado por você, por algo manufaturado por mim!”, foi o que a Agnes me escreveu, quando me presenteou com um objeto muito bonito, de arame e umas espécies de mandalas feitas em chapas finas e vazadas, de metal. É uma delícia balançá-lo e ouvir seu barulhinho gostoso, pode ser unido a outros itens da bolsa para, por que não?, fazermos uma sinfonia de objetos! O que ela levou para me dar esse pequeno instrumento de percussão foi a corrente que fiz emendando cascas de pistache.

A Agnes tem dessas preocupações, faz questão de fazer tudo o que é seu, como artista evita (ou evitava)terceirizar serviços de que ela necessita para produzir sua obra. Também passo por isso, não sempre. Eu fiz questão de costurar a bolsa dO que você tem pra mim?, cortar o tecido, planejar seus compartimentos, pregar os botões, fazer os arremates. Realmente, há ocasiões em que não tem como o artista ficar delegando, ficando somente pensando e articulando seu trabalho. Não estou aqui questionando se isso é certo ou errado. Mas dentro de uma proposta que posso dizer relacional, creio que o que existe de contato entre o artista e a construção de sua obra, o prazer dele de ver aquilo tomando forma por suas mãos, é algo que passa a ser incorporado à aura do trabalho.

Trocas - Carol

Comecei a jornada, a bolsa começou seu percurso. A primeira pessoa a recebê-la foi a Carol, que ficou por muito tempo com ela. Não me lembro exatamente da data, mas ela demorou a devolver. Talvez duas semanas. Esse é o primeiro retorno! Não tive coragem de abrir no momento do recebimento, preferi chegar em casa. Abri a bolsa e logo percebi o meu presente: um recipiente plástico, de ovo de chocolate, com duas conchas do mar, uma branca, manchada de marrom em um pequeno ponto da extremidade, outra maior, com textura de rajados marrons, meio avermelhados.

Em troca, a Carol levou a chapa de metal oxidada.

Ela escreveu: “O que peguei foi qualquer coisa que não tem nome, forma, função, não se encaixa em nada mas é tão marcado de tempo que parece que sua única função é nos trazer memória inventada. No seu lugar deixo duas conchas pequenas que carregam consigo um oceano de memórias vividas, mesmo que não tenham sido recolhidas por quem as vê. Então minha troca é essa: memória inventada por memória vivida”.

Com sua sensibilidade me contou um pouco do que eu mesmo faço por vezes, pois procuro uma memória nas coisas de algo que não existiu precisamente. Confiro a objetos cargas afetivas que poderiam ter sido sedimentadas por anos. Às vezes até são, mas eu também invento-as. Falsifico histórias, ofereço ao objeto a oportunidade de significar algo além de sua forma, função, aparência, cor. Assim, passo a sentir a nostalgia do que não foi vivido. Não fui à praia catar as conchas, mas agora elas são minhas e dou a elas o significado que quiser.

Lista

Dentro da bolsa, marrom forrada por dentro de azul, com alguns bolsos internos fechados por botões, encontram-se:

  • Um vidro pequeno, desses que normalmente se prestam a guardar geléia importada, bem pequeno. A menor dose, creio. Tal recipiente contém sementes de tâmaras recolhidas por mim debaixo das palmeiras num jardim paradisíaco;
  • Uma caixinha de madeira, com textura canelada que, aberta, deixa ver uma joaninha de brinquedo na cor azul, com olhos arregalados e perninhas dançantes;
  • Uma caneca bem pequena esmaltada vermelha, que comprei no mercado;
  • Uma pedra branca (daquelas chamadas normalmente de pedra para calçamento português) que encontrei na rua e poli, com ajuda de uma máquina mini-retífica, deixando bem lisa e limpa. Depois sulquei em uma de suas quinas;
  • Um recipiente plástico, proveniente daqueles ovinhos de chocolate que contém um brinquedo em miniatura, contendo muitas sementes de uva que a Mariana me deu. Balançando-se ouve-se “chic-chic”;
  • Um pacote plástico, fechado, com cascas de pistache que costumo colecionar, após comer a semente e lavar. Algumas perfurei com uma furadeira bem fina;
  • Um pacote plástico, fechado, contendo vários exemplares de uma espécie de sementes, negras com pintas claras, na realidade me parecem cascas de semente, embrulhadas em celofane vermelho, dentro do saco plástico;
  • Seis “gotas” de vidro dentro de um pacote de plástico, são como bolas de gude que, antes de endurecer, levaram uma pequena martelada e ficaram achatadas. Possuem uma cor salmão, com um verniz furta-cor;
  • Uma agulha curva, bem grossa, parecida com essas de cirurgiões. Para que ninguém se machuque ao manusear a bolsa, protegi sua ponta com uma rolha de cortiça;
  • Um daqueles mesmos potes de vidro, de geléia, contendo várias flores de canudinho plástico, aquele mesmo de tomar refresco na lanchonete, brancos. Essas florezinhas aprendi a fazer indo sempre ao bar com meu pai, no fim do dia. Enquanto ele relaxava tomando uma cervejinha, eu bebia um refrigerante e em seguida fazia a flor com o canudo;
  • Uma espécie de mandala tridimensional, feita com uma parte da forma de isopor que guarda ovos, do supermercado. Ela é branca, bordada com linha branca;
  • Uma corrente feita emendando-se algumas das cascas de pistache que coleciono e furo;
  • Um pregador de roupa de varal, amarelo;
  • Outro pregador de roupa, vermelho. Os dois retirei do varal do vizinho, creio nem ter dado falta;
  • Um olho-de-boi, aquela semente grande e lisa, bonita, que, se esfregada num chão duro, fica bem quente e serve, quando se é criança, para sacanear os amiguinhos, queimando-os. Tem a cor meio avermelhada;
  • Um olho-de-boi mais alaranjado;
  • Um último olho-de-boi amarelado. Tem uma textura estranha, com linhas verdes, que lembram veias. Essas sementes são facilmente encontradas nos mercados de artigos de umbanda;
  • Restos de linha de costura, que guardei num recipiente de vidro muito pequeno, desses que se compra para guardar essências. Tem a tampa vermelha;
  • Uma bola de gude muito bonita, com uma textura leitosa, branca e laranja;
  • Outra bola de gude, com a mesma textura leitosa, mas verde e branca;
  • Uma última bola de gude toda transparente, que deixa ver as bolhinhas de ar que ficaram nela ao endurecer;
  • Uma tesourinha escolar, preta, quase sem corte;
  • Uma pena de cisne preto, bem pequena, branca do início até o meio e preta até a ponta;
  • Um pequeno novelo de linha de crochê, bem usada, de cor encardida perolada. Esse novelinho peguei entre os apetrechos de costura de minha mãe;
  • Pedaços de papel de aquarela, de gramatura pesada, cortados bem pequenos, dentro dum daqueles vidros de essência, de tampa azul;
  • Um rolo, de durex azul, que já utilizei muitas vezes;
  • Três argolas de madeira: duas escuras e uma clara, unidas por um daqueles anéis que seguram chaves nos chaveiros;
  • O último vidro de essência, com tampa preta, contendo purpurina dourada;
  • Um broche artesanal, feito com chave de lata de alumínio, um pedaço de elástico encapado com um trançado de linhas verdes e um alfinete dos de bebê, bem pequeno. Esse peguei do meu irmão, que ganhou em alguma ocasião de que não me lembro;
  • Várias peças plásticas de miniaturas de personagens de quadrinhos, dentro de um pacotinho, que são brindes desses chips industrializados. Ganhei de meu irmão mais novo;
  • Uma frigideira em miniatura, de cobre, com um ovo pintado, como se estivesse sendo frito;
  • Um pacote com alguns clipes de prender papel, daqueles desmontáveis que têm de diversos tamanhos. Esses são os menores que encontrei para comprar e são pretos;
  • Uma chapa de metal pequena, com um furo no meio. Ela está com sua superfície bastante oxidada, achei no meio da rua, no chão;
  • Um pregador de fones de ouvido de celular. Preto com bordas arredondadas. Achei em casa e descobri que não tinha mais função, era do meu irmão;
  • Uma foto minha 3x4, que já foi lavada na máquina, quando esqueci minha carteira no bolso de uma calça. Sua superfície ficou bonita porque craquelou;
  • Algumas pastilhas de revestimento, brancas, que costumo recolher no centro da cidade, caídas das fachadas de prédios. Apenas retirei, com auxílio de uma máquina, o cimento que não se desgrudou de cada uma. A superfície, suja e marcada pelo tempo, mantive;
  • Três moedas de baixo valor que coloquei dentro de um pacote plástico. Uma delas se encontra com traços brancos de oxidação, muito bonito;
  • Um pacote plástico contendo cascas da castanha de uma palmeira que vejo com certa freqüência. Sempre aparece um esquilo muito pequeno que rói algumas sementes. Há delas inteiras e outras roídas;
  • Duas bobinas de costura, transparentes, guardadas em um saco plástico;
  • Buchas de torneira, dessas que são trocadas quando a torneira da pia fica pingando. São duas de borracha e duas de couro;

Ao todo são quarenta itens, sendo que é considerado “item” cada volume, independendo se é um pacote com vários dentro ou se é uma peça solta.